Lubrificantes de Motor: Conheça o guia que irá tirar todas as suas dúvidas.

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22 de junho de 2021

Lubrificantes de Motor: Conheça o guia que irá tirar todas as suas dúvidas.

Muitas pessoas ainda têm sérias dúvidas quando o tema é “lubrificantes de motor”. Independentemente do perfil do veículo, são questões que acompanham todo o processo de manutenção.
Foi pensando nisso que a Royal chamou um dos maiores conhecedores de óleos lubrificantes do país para tirar dúvidas. As dicas dele são a base do guia que você pode ver a seguir e que tem informações preciosas para suas próximas escolhas.

Mas afinal, o que são lubrificantes automotivos?

Lubrificantes são uma mistura de óleos básicos (minerais e/ou sintéticos) com aditivos de finalidades específicas, influenciando em seus níveis de desempenho e classificação de viscosidades.

Para Everton Muoio Gonçalves, que tem mais de 30 anos de experiência em diversas áreas relacionadas a lubrificantes automotivos, os aditivos adicionados aos óleos básicos proporcionam propriedades de desempenho que geram diversos benefícios particulares para as linhas de motores, transmissões, direções, entre outros.

Atenção! Neste conteúdo, você irá conhecer:  
  • Funções dos lubrificantes de motor.
  • Graus de viscosidades.
  • Norma API e ACEA.
  • Perguntas e respostas sobre lubrificantes de motor.

Boa leitura!

Quais são as funções dos lubrificantes de motor

É importante destacar que os lubrificantes de motor devem atender normas técnicas de diversos organismos internacionais. São os comitês, associações e institutos que especificam os níveis de desempenho que os óleos devem atender, garantindo a qualidade e a eficácia dos lubrificantes.

Uma das normas mais importantes e que garante que o lubrificante tenha um correto desempenho na hora da partida do motor (quando ainda se encontra frio) é a SAE J 300, que normatiza as viscosidades dos lubrificantes de motor a baixas e altas temperaturas.

Confira a tabela com graus de viscosidades e limites:

Para cego ver: SAE J300 Viscosity Graddes for engine oils (january 2015)

Seguindo a tabela apresentada e para sua melhor compreensão:

Viscosidade: É definida pelo tempo de escoamento do óleo a dada temperatura. É a propriedade mais importante do óleo lubrificante. Ela dá a indicação do comportamento do óleo em altas e baixas temperaturas. A viscosidade cinemática é definida como a resistência do óleo ao escoamento a uma determinada temperatura em um dado tempo. É determinada através de um aparelho, conhecido como viscosímetro.

Graus de viscosidade: A viscosidade de um óleo automotivo. Exemplo: na “SAE 5W30”, 5W terá a viscosidade máxima de 6.600 cP a -30 °C, conforme as duas primeiras colunas da tabela “SAE J300” acima. Já o número expresso à direita da letra “W” (30) terá a viscosidade SAE 30 a 100 °C, com o seu limite mínimo de ≥9,3 cSt a 100 °C e máximo de <12,5 cSt a 100 °C especificados na primeira e na quarta colunas da tabela SAE J300 acima.

Importante!

Os lubrificantes devem ter uma viscosidade, de acordo com a tabela “SAE J300/2015”, sempre com seus limites mínimo e máximo, tanto em altas quanto em baixas temperaturas, enquadrados em um dos níveis de viscosidade da “SAE J300/2015”.

Para cego ver: Imagem ilustrativa de amostras de lubrificantes
Para cego ver: Gráfico lubrificantes Viscosidade x temperatura
O que são Normas API, ILSAC e ACEA?

Existem diversas normas internacionais de especificações de desempenho além daquelas regidas pelas montadoras de veículos e equipamentos. A mais conhecida é a norma API – traduzido para o português como Instituto Americano de Petróleo (American Petroleum Institute), foi elaborada por um grupo técnico em conjunto com a ASTM (American Society Testing Materials). Ela é quem define a classe de desempenho dos lubrificantes para motores a gasolina e para motores a diesel.

Norma API

Motores Gasolina (óleo S = Serviço/Spark). Seus diferenciais se baseiam na quantidade e qualidade dos aditivos utilizados para as categorias:

Para cego ver: Tabela lubrificantes API para veículos ciclo OTTO
Para cego ver: Gráfico Norma API lubrificantes

Norma API – Motores Diesel Pesado (óleo C = Comercial/Compression).

Para motores pesados, o desempenho se diferencia a partir dos mesmos critérios utilizados para motores movidos a diesel. Veja:

Para cego ver: Tabela lubrificantes API para veículos ciclo diesel
Para cego ver: Gráfico lubrificantes  depósito nos pistões

Com o advento das novas tecnologias e mudanças de mercado, hoje temos a primeira legislação de Fuel Economy para HD levando a uma nova categoria API.

De acordo com o site API, “esses óleos são misturados a uma faixa de viscosidade em alta temperatura e alto cisalhamento (HTHS) de 2,9cP a 3,2cP para ajudar na redução de emissões (GHG). São principalmente eficazes em sustentar a durabilidade do sistema de controle de emissões quando filtros de partículas e outros sistemas avançados de pós-tratamento são usados”.

Norma ILSAC

Outra norma existente no mundo de lubrificantes é a ILSAC. Desenvolvida pelo Comitê Internacional de Padronização e Aprovação de Lubrificantes, que é um órgão responsável pelo desenvolvimento das especificações para óleos de motor. De origem oriental, o comitê é representado pelas entidades da Aliança dos Fabricantes de Automóveis (AAM) e a Associação Japonesa dos Fabricantes de Automóveis (JAMA).

Para cego ver: Gráfico lubrificantes 
 ILSAC GF-5/API SN Plus
Para cego ver:  Gráfico lubrificantes 
ILSAC GF-5 vs. GF-6B
Para cego ver: Tabela lubrificantes  ILSAC GF-6A x ILSAC GF-6B
Norma ACEA

ACEA é uma norma adaptada às novas e atuais tecnologias de motor e respeitam os interesses ambientais e governamentais da Europa (Associação de Construtores de Automóveis Europeus). Sendo assim, desde 1996 existem atualizações em versões da norma.

Suas categorias são:

Para cego ver: Tabela lubrificantes Classificação ACEA
Norma ACEA A / B – 2016 – motores gasolina / Diesel rápido – normal SAPS
Para cego ver: Tabela lubrificantes  ACEA - Categorias "Normal SAPS"
SAPS = teores de enxofre, fósforo e cinzas sulfatadas.
• ACEA E –2016 – motores Diesel pesado
Para cego ver: ACEA lubrificantes  - Categorias "Low SAPS"
Para cego ver: Tabela lubrificantes ACEA para diesel pesado
Especificações de montadoras

A maioria dos OEMs (Original Equipment Manufacturer) desenvolveu especificações próprias, muitas vezes construídas sobre os requisitos mínimos da API, ILSAC & ACEA.

Tecnicamente, o princípio é semelhante: as necessidades que estão sendo transcritas no desempenho em testes de laboratório ou de motores específicos.

Consumidores podem optar por usar esses produtos registrados ou marca do fabricante de lubrificantes, produtos ou outras marcas que satisfaçam as especificações a que o fabricante se refere a um mínimo. O máximo permitido para intervalos de troca podem, no entanto, ser distintos.

Para cego ver: Tabela lubrificantes 
 Normas OEM's
Tira Dúvidas

Elaboramos um guia de respostas para você ter sempre a mão quando necessário. São dúvidas comuns dos usuários sobre lubrificantes de motor.

Como escolher o lubrificante certo para cada tipo de veículo?

O lubrificante deve ser escolhido de acordo com a recomendação contida no manual de seu veículo. Nele, além da especificação do lubrificante a ser utilizado, constam também a quantidade a ser colocada e o período de troca deste lubrificante, de acordo com o tipo de utilização.

Qual o lubrificante correto? Há diferença de um para outro?

Deve ser seguida a recomendação do fabricante do veículo. Essas recomendações são baseadas em especificações e podem contemplar, além das classificações de viscosidade, como SAE 5W30, SAE 5W40, SAE 10W30 as classificações de desempenho como a API (veículos americanos), a classificação ACEA (veículos europeus) e o tipo: mineral, semissintético e sintético. Existem ainda as classificações das próprias montadoras. Quanto à diferença entre os lubrificantes, deve-se considerar que os produtos classificados sob mesmo grau de viscosidade e nível de desempenho apresentam resultados de desempenho muito semelhantes.

É verdade que, depois de colocado no carro, o lubrificante dura seis meses, independentemente da quilometragem?

Não é verdade. O que acontece é que em determinadas situações de uso, a montadora recomenda, por exemplo: “trocar o óleo lubrificante a cada 10.000 quilômetros ou a cada 6 meses ou 1 ano”. Leve em consideração o que ocorrer primeiro!

É preciso completar em algum momento?

O complemento de nível deve ser feito quando o nível do óleo estiver abaixo do nível mínimo indicado na “vareta de nível”. Essa verificação deve ser feita com o motor frio, pois com isso o óleo estará no cárter do motor e informará o nível correto.

O motor do carro precisa estar quente no momento da troca de lubrificante?

Sim, é o melhor. Com o motor quente, o lubrificante escoará para fora do cárter mais rapidamente e com maior facilidade.

Qual o nível correto de lubrificante no motor do carro?

O óleo lubrificante deve estar entre as marcas mínima e máxima da vareta. Tanto a falta de lubrificante quanto o excesso, são prejudiciais ao funcionamento do motor.

Veículos novos consomem mais lubrificante?

Não. O consumo de óleo é normal e varia de motor para motor – está diretamente ligado ao projeto do motor. Isso não quer dizer que um motor que consome menos lubrificante é melhor do que o que consome mais. Existem outros fatores que fazem com que o motor consuma mais lubrificante que o informado em alguns manuais de veículos – é fundamental a manutenção periódica do seu carro para que isso não ocorra devido a falhas mecânicas.

Posso misturar produtos de marcas diferentes?

Sim, é possível, desde que esses óleos cumpram todas as especificações daquela montadora.

Qual a diferença entre o óleo mineral, base sintética e sintético? Eles podem ser misturados?

Existem várias diferenças entre os óleos minerais e sintéticos. Do ponto de vista de aplicação, que é o que mais interessa ao consumidor, é que o sintético tem algumas características de desempenho melhores do que os minerais, tais como: maior resistência da película de óleo, melhor comportamento em baixas e altas temperaturas, maior resistência à oxidação, melhores propriedades de resistência ao atrito etc.

Sobre os óleos semissintéticos ou de base sintética, esse é o resultado da mistura do óleo mineral com o óleo sintético.

Eles podem ser misturados desde que o fabricante do carro preconize o uso de óleos minerais, sintéticos ou semissintéticos.

Devo adicionar algum aditivo ao óleo para melhorar o desempenho do meu motor?

Como mencionado, devemos seguir rigorosamente a recomendação do fabricante do veículo ou do motor. Se o manual disser que pode ser usado, siga a especificação definida!

Qual a validade do óleo lubrificante?

Todos os fabricantes dos lubrificantes informam no rótulo do lubrificante o período de validade do produto (que é longa). O importante é manter o óleo lubrificante armazenado em locais secos e longe das intempéries.

Sobre descarte de óleo, durante a troca, quais dicas podemos dar aos reparadores?

Existem leis que regulamentam essa atividade (Lei Federal 12305/2010 / Resolução Conama 362/205. Para o reparador o melhor é adquirir, gratuitamente, uma apostila chamada” gerenciamento de óleos usados e contaminados”, desenvolvida pela APROMAC, baseada na resolução CONAMA 362/06.

Agora que aprendeu tudo sobre lufricantes, conheça a nossa linha de produtos:

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